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Archive for the ‘Recensão’ Category

Dou aqui uma lista dos livros e artigos que, a meu ver, são os melhores acerca de Lei Natural em Filosofia Política (dentro da tradição analítica).

Natural Law and Natural Rights, John Finnis

Natural Law and Justice, Lloyd Weinreb

Natural Law Theory: Contemporary Essays, Robert George

A Critique to the New Natural Law Theory, Russel Hittinger

How Persuasive is Natural Law Theory?, K. Greenwalt

Natural Law and Contemporary Moral Thought, Steven Smith

Natural Law: An Introduction and Re-examination, Kainz

Introduction to Jurisprudence (especialmente o terceiro capítulo), Freeman

The Blackwell guide to the philosophy of law and legal theory, Golding e Emunson

The Oxford Handbookd to Jurisprudence and philosophy of Law, Shapiro e Coleman

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Recensões de dois livros em The Economist.

Economics
Making Sense of the Modern Economy

Guide to Investment Strategy

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Um debate em metafísica, ética e economia é se é possível medir o bem estar das pessoas e compará-los. A importância desta discussão é que para se encontrar um sistema económico ou ético que maximize o bem-estar tem de ser poder comparar o bem estar. Por exemplo, suponhamos que o os programas económicos y e z estão a ser comparados. Suponhamos ainda que o critério para o predicado diádico “melhor do que” é que um traz mais bem-estar aos indivíduos do que o outro. Se for impossível comparar, então não se pode qualificar os dois programas políticos. Esta questão começou a ser mais debatida desde que o Utilitarismo emergiu. Como é bem sabido, de acordo com o Utilitarismo, o acto ético é aquele que a soma do bem-estar geral é maior. Mas as comparações de bem-estar não interessam só ao Utilitarismo. A principal preocupação do liberalismo é o bem-estar dos indivíduos. Assim, dentro daquilo que são os direitos liberais, deve gerir-se qual a melhor resposta para o bem-estar dos indivíduos.

Harsanyi, um economista do século XX, considera que as comparações de bem-estar são possíveis (Journal of Political Economy, 63, 1955). A teoria é relativamente simples e intuitiva. O que ele diz, de foma sumária, é que, antes de mais, temos de considerar que é intuitivo pensar que os indivíduos são similares em vez de serem diferentes. Isto é, eu tenho mais dados para pensar que outra pessoa tem a mesma estrutura mental e física do que eu do que pensar o oposto. Esta teoria não pode ser verificada empiricamente, i.e., não podemos entrar na mente ou no corpo de outra pessoa, por isso não podemos ter a certeza. Mas a verdade é que não temos razões para pensar o contrário. É mais provável que seja assim do que o oposto.

Tendo isto em consideração, Harsanyi diz que caso tenhamos informação suficiente sobre a outra pessoa, e.g., backbround, educação, etc., podemos com alto grau de probabilidae, adivinhar os seus gostos. De facto, se tentarmos isso com as pessoas que nos são mais próximas, conseguimos de forma consistente prever os seus gostos.

Assim sendo, parece-me que as comparações de bem estar são possíveis. A teoria é uma teoria de senso comum, mas isso não é razão para a rejeitar.

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Foi no século XIX que as críticas feministas às teorias políticas mainstream apareceram. Penso que a utilidade do feminismo para a teoria política é testar os limites dos princípios defendidos pelas teorias. Isto é, as teorias feministas introduzindo o género na discussão mostram até que ponto os princípios são cumpridos na teoria ou se os princípios são coerentes. Vou dar alguns exemplos que demonstram isto.

 

Mill, em The sunjection of Women, mostra como o liberalismo não pode ser fiel aos seus princípios se não incluir as mulheres na sua teoria. Os princípios fundamentais do liberalismo, a saber, individualismo, universalismo e egualitarianismo, não farão sentido se não forem aplicado a todos os indivíduos, indepentemente do género.

Okin em Justice, Gender and the Family analisa as teorias políticas contemporâneas levando-as ao limite. Focando-me no capítulo sobre Nozick, Okin mostra como a ideia de que temos sempre direito ao fruto do nosso trabalho e não há nenhuma justificação possível para retirar os nossos bens, acaba por ser uma contradição. Em suma, o argumento é o seguinte: se considerarmos que ter um filho é fruto da capacidade de produção de uma mulher (do seu trabalho), então ela tem sempre direito ao filho como propriedade dela, logo ele nunca poderá ter direito ao seu próprio trabalho no sentido a não ser que a mãe, dona dele, o liberte dessa prisão.

Gillian, emIn a Different Voice, desafia as teorias que tentam afastar da formulação dos princípios éticos os sentimentos e as disposições emocionais. Refere-se claramente à tradição kantiana que se abstrai de todas as particularidades e universaliza princípios pela razão. Um desafio importante desta obra é que levanta a questão de como é que os indivíduos aprendem a ser morais. Gillian sugere que cativar certos tipos de sentimentos nas crianças é relevante para os tornar “pessoas morais”. Esta posição desafia a abstracção radical que o filósofos fazem pra construir princípios.  Outro desafio que é levantado nesta obra é o facto de as teorias racionalistas, como o liberalismo, serem sexistas devido ao facto de não incluirem o modo feminino de pensar a justiça. Segundo Gilliam, as mulheres têm tendência para não universalizar os princípios morais, mas sim para contextualizar e aplicar regras particulares a cada caso. Na medida em que as teorias racionalistas excluem este ponto de vista acerca dos procedimentos éticos, Gilliam conclui que o racionalismo é sexismo. Assim, os liberais analisam se há lugar para os sentimentos nas suas teorias.

Benhabib,em The generalized and concrete other e Young em Justice and the Politics of difference questionam a ideia de imparcialidade que os liberais propõem. Estas filósofas argumentam que é impossível ser completamnte imparcial e que a falsa imparcialidade leva à exclusão de grupos que já estão eoconomica and socialmente em desvantagem. Esta posição obriga os liberais a reformular a maneira como os seus princípios são aplicáveis à sociedade.

Em conclusão, o feminismo nao é, em geral, uma teoria política, é uma posição crítica, uma reavalição dos princípios morais que são expostos pelas teorias políticas mainstream.

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riddlesofexistencecapa.jpg Riddles of Existence de Theodore Sider e Earl Conee é uma excelente introdução à Metafísica Analítica. Vários problemas tradicionais da metafísica são aqui analisados segundo essa tradição. Parece-me que é apresentada de uma perspectiva céptica (mas não subjectivista ou relativista) uma vez que os problemas acabam em aporias. No entanto, sugere-se sempre que a última proposta apresentada no capítulo parece ser a melhor solução.Pessoalmente, considero que os capítulos escritos por Theodore Sider têm mais qualidade: são mais claros e super divertidos (Sider tem um senso de humor genial). Destaco os capítulos Time e Constitution que tratam do tetra-dimensionalismo que é a sua especialidade. Ainda que não sejam tão interessantes como os capítulos de Sider, penso que há dois bons textos de Conee: Why not Nothing? e What is metaphysics?. Este analisa o conceito de metafísica e aquele aborda de uma forma racional e rigorosa o problema que carácter heideggariano.

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A obra What is Politics?, de Adrian Leftwich é uma excelente introdução aos vários campos da política. É um livro claro e que apresenta várias perspectivas sobre o que é a política e o seu estudo. Trata-se de uma obra que nos ajuda a compreender as várias disciplinas do estudo de Política (Filosofia Política e Ciência Política, por exemplo) e são-nos apresentados também vários pontos de vista sobre o significado da Política (a título de exemplo, Política e a força, feminismo, marxismo, Colectivismo, Política e comportamento humano).

Destaco os ensaios Politics and the Exercise of Force, de Peter P. Nicholson e Politics as Distorted Global Politics, de Anthony McGrew.

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godfreedomandevil.jpg Esta obra de Plantinga apresenta uma perspectiva séria e analítica de problemas filosóficos relacionados com Deus.

A primeira parte, Natural Atheology, trata de problemas de Teodiceia. Por exemplo, podem o mal e Deus coexistir?

A segunda parte, Natural Theology, trata dos três principais argumentos da existência de Deus – Cosmológico, Teleológico e Ontológico, dando especial relevância a este último.

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