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Archive for the ‘Feminismo’ Category

Feminists

http://www.fredoneverything.net/Rape.shtml

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Dou aqui uma lista dos livros e artigos que, a meu ver, são os melhores acerca de Lei Natural em Filosofia Política (dentro da tradição analítica).

Natural Law and Natural Rights, John Finnis

Natural Law and Justice, Lloyd Weinreb

Natural Law Theory: Contemporary Essays, Robert George

A Critique to the New Natural Law Theory, Russel Hittinger

How Persuasive is Natural Law Theory?, K. Greenwalt

Natural Law and Contemporary Moral Thought, Steven Smith

Natural Law: An Introduction and Re-examination, Kainz

Introduction to Jurisprudence (especialmente o terceiro capítulo), Freeman

The Blackwell guide to the philosophy of law and legal theory, Golding e Emunson

The Oxford Handbookd to Jurisprudence and philosophy of Law, Shapiro e Coleman

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Foi no século XIX que as críticas feministas às teorias políticas mainstream apareceram. Penso que a utilidade do feminismo para a teoria política é testar os limites dos princípios defendidos pelas teorias. Isto é, as teorias feministas introduzindo o género na discussão mostram até que ponto os princípios são cumpridos na teoria ou se os princípios são coerentes. Vou dar alguns exemplos que demonstram isto.

 

Mill, em The sunjection of Women, mostra como o liberalismo não pode ser fiel aos seus princípios se não incluir as mulheres na sua teoria. Os princípios fundamentais do liberalismo, a saber, individualismo, universalismo e egualitarianismo, não farão sentido se não forem aplicado a todos os indivíduos, indepentemente do género.

Okin em Justice, Gender and the Family analisa as teorias políticas contemporâneas levando-as ao limite. Focando-me no capítulo sobre Nozick, Okin mostra como a ideia de que temos sempre direito ao fruto do nosso trabalho e não há nenhuma justificação possível para retirar os nossos bens, acaba por ser uma contradição. Em suma, o argumento é o seguinte: se considerarmos que ter um filho é fruto da capacidade de produção de uma mulher (do seu trabalho), então ela tem sempre direito ao filho como propriedade dela, logo ele nunca poderá ter direito ao seu próprio trabalho no sentido a não ser que a mãe, dona dele, o liberte dessa prisão.

Gillian, emIn a Different Voice, desafia as teorias que tentam afastar da formulação dos princípios éticos os sentimentos e as disposições emocionais. Refere-se claramente à tradição kantiana que se abstrai de todas as particularidades e universaliza princípios pela razão. Um desafio importante desta obra é que levanta a questão de como é que os indivíduos aprendem a ser morais. Gillian sugere que cativar certos tipos de sentimentos nas crianças é relevante para os tornar “pessoas morais”. Esta posição desafia a abstracção radical que o filósofos fazem pra construir princípios.  Outro desafio que é levantado nesta obra é o facto de as teorias racionalistas, como o liberalismo, serem sexistas devido ao facto de não incluirem o modo feminino de pensar a justiça. Segundo Gilliam, as mulheres têm tendência para não universalizar os princípios morais, mas sim para contextualizar e aplicar regras particulares a cada caso. Na medida em que as teorias racionalistas excluem este ponto de vista acerca dos procedimentos éticos, Gilliam conclui que o racionalismo é sexismo. Assim, os liberais analisam se há lugar para os sentimentos nas suas teorias.

Benhabib,em The generalized and concrete other e Young em Justice and the Politics of difference questionam a ideia de imparcialidade que os liberais propõem. Estas filósofas argumentam que é impossível ser completamnte imparcial e que a falsa imparcialidade leva à exclusão de grupos que já estão eoconomica and socialmente em desvantagem. Esta posição obriga os liberais a reformular a maneira como os seus princípios são aplicáveis à sociedade.

Em conclusão, o feminismo nao é, em geral, uma teoria política, é uma posição crítica, uma reavalição dos princípios morais que são expostos pelas teorias políticas mainstream.

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Os movimentos mais importantes na Filosofia Política Contemporânea anglo-americana são o Liberalismo, Libertarianismo, Multiculturalismo, Feminismo e Comunitarianismo. Vou indicar aqui as obras que, a meu ver, são as mais importantes em cada um destes movimentos.

Dois dos liberais mais importantes são Rawls e Dworkin. Rawls talvez seja, de facto, o filósofo político mais importante do século XX. A obra A Theory of Justice é o seu trabalho mais importante e influente. Grande parte da Filosofia Política de hoje é uma resposta a esta obra. Taking Rights Seriously é outra obra muito importante, na qual Dworkin discute vários tópicos acerca dos direitos e da relação entre moralidade e lei.

Os dois autores libertários mais importantes são Nozick e Kukathas. Nozick em Anarchy, State and Utopia faz uma crítica bastante inteligente e imaginativa a Rawls e parece-me ser um bom livro para repensar os direitos de propriedade.  Kukathas em Liberal Archipelago tem uma posição curiosa: assume-se como liberal e não como libertário. No entanto, a sua posição parece-me ser melhor apelidade de libertária. De qualquer dos modos, é um bom livro para pensar acerca dos limites do liberlismo.

Kymlicka na sua obra Multiculturalism tenta conciliar o liberalismo com o multiculturalismo. É interessante como o filósofo tenta conservar a diversidade cultural que por vezes parece ser anti-democrática com o liberalismo.

Susan Okin tem a mais brilhante crítica feminista à filosofia política contemporânea. Na sua obra Justice, Gender and the Family, tem críticas a Nozick, Rawls e ao comunitarianismo. Outro livro bastante importante é Sex and Social Justice, de Martha Nussbaum, onde a autora, apesar de ser feminista, critica as posições feministas que se opõem ao liberalismo.

Finalmente, a obra comunitária de referência é After Justice de MacIntye. O comunitarianismo é uma crítica, a meu ver relativista, do liberalismo. É interessante analisar o ponto de vista que a neutralidade liberal pode ser contraditória e não ser, de facto, imparcial ou neutra.

Obviamente que há outras obras importantes nestes movimentos, mas esta parece-me uma selecção representativa de cada movimento.

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“No próximo ano há três eleições e uma nova lei da paridade que obriga os partidos a incluir 33,3 por cento de mulheres nas suas listas de candidatos. As forças políticas ainda não sabem ao certo de quantas candidatas vão precisar, mas admitem que a tarefa não vai ser fácil. O maior problema são as autárquicas, em que podem ser necessárias mais de 19 mil candidatas, se se tiver como referência, por exemplo, a eleição de 1997, em que participaram 57 mil candidatos. Quem não cumprir a lei sofre sanções financeiras pesadas, que podem ir até ao corte de 50 por cento das subvenções estatais aos partidos.”

fonte: http://jornal.publico.clix.pt/, 2/12/2008.

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Feminismo New Age

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Este artigo de Ana Gomes é muito instrutivo e mostra-nos que precisamos de mais feminismos, ou seja, mais igualdade entre sexos (leia-se nas entrelinhas mais poder para as mulheres imporem a sua agenda), mais políticas sociais (leia-se nas entrelinhas mais direitos positivos), mais sensibilidade (leia-se nas entrelinhas mais apologia da emocionalidade e da indignação), mais aposta na divinização do sector da educação (leia-se nas entrelinhas uma educação mais sensível e poética criando homens efeminados com ilusões de um mundo perfeito). Mais uma vez, vão tentar mostrar-nos que a coerência argumentativa não é tudo e que precisamos de políticas mais sensiveis (leia-se nas entrelinhas mais irracional).

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