Feeds:
Artigos
Comentários

Archive for the ‘Educação’ Category

Dou aqui uma lista dos livros e artigos que, a meu ver, são os melhores acerca de Lei Natural em Filosofia Política (dentro da tradição analítica).

Natural Law and Natural Rights, John Finnis

Natural Law and Justice, Lloyd Weinreb

Natural Law Theory: Contemporary Essays, Robert George

A Critique to the New Natural Law Theory, Russel Hittinger

How Persuasive is Natural Law Theory?, K. Greenwalt

Natural Law and Contemporary Moral Thought, Steven Smith

Natural Law: An Introduction and Re-examination, Kainz

Introduction to Jurisprudence (especialmente o terceiro capítulo), Freeman

The Blackwell guide to the philosophy of law and legal theory, Golding e Emunson

The Oxford Handbookd to Jurisprudence and philosophy of Law, Shapiro e Coleman

Anúncios

Read Full Post »

 

O liberalismo radical e o pós-modernismo são duas tendências políticas que, ainda que possam ser bem-intencionadas, têm consequências danosas para a sociedade.

O liberalismo radical considera que cada indivíduo é absolutamente livre, responsável por tudo aquilo que é. Não há nenhuma influência social ou exterior que torna o indivíduo naquilo que é, cada um é uma auto-construção. Sendo esta a diferença específica e característica essencial do Homem, a liberdade é um bem intrínseco e, por isso, ninguém deve ter a vida comandada por ninguém; toda a intervenção na vida privada é errada, o homem, sendo naturalmente livre, assim deve permanecer, fazendo o que desejar sem haver regras. Um olhar mais desatento diria que tudo isto é inocente, mas a verdade é que esta perspectiva tem consequências, como veremos à frente.

O pós-modernismo é uma tendência filosófica que considera que os valores e a linguagem são meras convenções sociais, por esse motivo todas as perspectivas são igualmente válidas. A título de exemplo, a concepção de bem de um terrorista ou de um cristão são igualmente válidas, porque são concepções formadas socialmente.

Estas duas perspectivas aparentemente opostas tocam-se num ponto: ambas são contra regras, ambas rejeitam a objectividade moral.

 No seio de uma sociedade liberal radical, todos os estilos de vida são aceites, na medida em que a liberdade é o valor mais importante de todos, sobrepondo-se a qualquer coisa. Assim, um casal tem o direito de educar os filhos para ser terroristas. A liberdade é mais importante do que a segurança das outras pessoas. O problema do liberalismo é que procura de tal modo valorizar a liberdade que permite que surjam valores absolutamente imorais. A pedofilia seria permitida numa sociedade deste género, por duas ordens de razões: a) as crianças seriam, deste ponto de vista, capazes de decidir por si, e b) caso não fossem, os pais têm a liberdade de achar que isso é o melhor para os filhos.

Os pós-modernos, que são normalmente os mais moralistas, consideram que não podemos criticar, rejeitar, etc. estilos de vida diferentes, todos são válidos. Desta maneira, um terrorista, um fascista, um marxista, um nazi, todos têm legitimidade para ter as ideias que têm porque a sua validade é meramente social e não há outro tipo de validação.

Assim, ambas as tendências acabam por cair num relativismo extremo e numa ausência de valores, acabando ambos os sistemas por criar dentro de si maneiras de viver que não são aceitáveis.

Read Full Post »

Legalização de porte de arma ,Capitalismo selvagem segundo Vital Moreira , A indignação é um pobre substituto da razão II , A indignação é um pobre substituto da razão III , O futuro do Bem no Mundo , Suicídio assistido , Eterno Retorno , O Lucro dos Vendedores e o Status Quo , Argumentos de saúde pública , Ideais Humanistas , A caminho das nacionalizações , Uma questão de fé , Algumas medidas para combater o desemprego , As propriedades mágicas do Estado , Bush é racista , Igualdade de oportunidades II , Igualdade de oportunidades III , Igualdades, liberdades e indignações , Handicap social (na íntegra) , O Século do progressismo , Crise de natalidade, familia e poder , Crise de natalidade, familia e poder II .

 

 

 

 

 

Read Full Post »

Read Full Post »

Uma boa razão para o Estado intervir na Educação é para evitar que haja crianças submetidas a seitas como esta que foi desmantelada no Texas. A notícia pode ser vista aqui.

Read Full Post »

“A partir de ontem, em França, incitar jovens à anorexia é crime. A Assembleia Nacional francesa adoptou uma proposta de lei do partido do Governo, o UMP, inédita, que avança com uma pena máxima de dois anos de cadeia para os responsáveis de conteúdos informativos que encorajem comportamentos que possam conduzir à doença.”, in Público. Parece-me uma medida bastante correcta, pois é papel do Estado proteger os cidadãos e informá-los, uma vez que os mesmos não podem estar informados sobre tudo.

Pensar que o cidadão deve estar absolutamente informado sobre todos os perigos e que a sua liberdade de escolha não está condicionada pela falta de informação e protecção é um erro. Em primeiro lugar, porque é de uma absoluta falta de bom senso pensar que os cidadãos podem estar absolutamente informados sobre tudo. Não só me parece que isso seja humanamente impossível como também as vicissitudes da vida impossibilitam que assim seja. Em segundo lugar, carece de análise do que é o livre arbítrio. Este tem várias condições necessárias para ser genuíno, uma delas é não se ser coagido a fazer alguma coisa. No caso de algumas mulheres, pelas circunstâncias impostas pela sociedade contemporânea, têm de emagrecer bastante para ter emprego como modelos. Se, imaginado, as mulheres não têm outra opção a não ser essa, então o seu acto não foi absolutamente livre. Outra condição necessária ao livre arbítrio é o conhecimento. Vejamos o seguinte caso: uma pessoa que tem dores insuportáveis e que lhe é sugerida heroína para se aliviar. Essa pessoa não sabe que a heroína vicia, nem sabe o que é heroína, simplesmente sabe que o médico lhe disse que tirava as dores. Quando aceitou tomar a droga, a sua decisão não foi absolutamente livre, uma vez que não tinha conhecimento para essa decisão, ou, para ser mais preciso, foi enganada sobre aquilo que ia tomar.

Em conclusão, o Estado deve ter um papel protector, querendo eu dizer com isto que deve promover as decisões livres dos cidadãos.

Read Full Post »

“O Partido Socialista quer acabar com o conceito legal de culpa no divórcio. Isto é, quer transformar o casamento num compromisso sem compromissos. Este é o mesmo Partido Socialista que quer proibir os piercings na língua e que aprovou uma nova lei do fumo com o objectivo declarado de combater o vício. Entretanto, o Bloco de Esquerda, um partido que chegou ao Parlamento graças à defesa do aborto e das drogas leves, tem um projecto de lei para proibir a publicidade ao álcool no desporto. Graças ao empenho dos partidos de esquerda, os portugueses terão no futuro mais facilidade em romper um casamento ou fazer um aborto do que em fumar um cigarro, publicitar uma cerveja ou meter um piercing na língua.

A defesa de instituições e de regras que têm como objectivo proteger as pessoas delas próprias costumava ser uma característica das religiões tradicionais. Os partidos progressistas, como o Bloco de Esquerda e o Partido Socialista, começaram por contestar a autoridade religiosa com base na defesa da liberdade de cada um para tomar as suas próprias decisões. Mas agora que chegaram ao poder, desprezam a liberdade individual e limitam-se a substituir uma moral arbitrária por outra. A Igreja Católica tolerava o fumo e era contra a carne na Quaresma. O Partido Socialista tolera a carne na Quaresma mas embarcou numa campanha moralista contra o fumo. Neste contexto, a ASAE funciona como uma espécie de polícia do vício e da virtude. A ASAE não serve só para detectar carne estragada que nenhum consumidor estaria disposto a comer. Serve também para nos proteger de estabelecimentos que gostaríamos de frequentar e de produtos que gostaríamos de consumir. Ironicamente, uma das funções da ASAE é garantir que os hipermercados não abrem ao domingo à tarde. O domingo é um dia consagrado à família, quer os portugueses queiram quer não queiram. Claro que, graças ao projecto de lei do PS, os portugueses poderão agora dissolver a família sem culpa. Ficarão sem nada para fazer ao domingo à tarde.”

fonte: http://www.dn.sapo.pt/2008/03/29/opiniao/vicios_e_virtudes.html .

Read Full Post »

Older Posts »