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Archive for Março, 2009

Desde Platão, a pergunta “como havemos de viver?” tem sido central na disciplina de Ética. Os desenvolvimentos de teoria dos jogos no século XX parecem dar uma resposta a esta pergunta. A teoria dos jogos é um ramo da matemática que sugere as melhores estratégias de comportameto. Por exemplo, o “equilíbrio de Nash” diz o seguinte: tendo dois invidívuos, A e B, eles estão em equilíbrio se a decisão de A é a melhor escolha tendo em consideração a decisão de B e se a decisão de B é a melhor escolha tendo em consideração a decisão de B. Está implícito nesta teoria que agir moralmente é agir racionalmente. De facto, é difícil refutar esta tese:

1) se agir racionalmente é correcto

2)se agir eticamente é o que está correcto

 3)Logo agir racionalmente é ético.

Pra refutar esta teoria, duas posições podem ser tomadas. Primeiro, agir eticamente não é agir racionalmente. Segundo, não se consegue definir racionalidade.

A primeira hipótese é inconcebível. Nenhuma teoria que mereça a nossa atenção pode dizer que quem é ético é aquele que age irracionalmente. A segunda hipótese tem alguma viabilidade, mas a pergunta sobre o argumento que subjaz essa posição fica por clarificar. Existe de facto alguma discussão em Economia sobre aquilo que é agir racionalmente (Harsanyi, Rawls e Sen, por exemplo), mas os teoremas fundamentais são os mesmos.

Tendo isto em consideração, pode dizer-se que a teoria dos jogos é uma boa base para agir racionalmente. Mas, obviamente que esta racionalidade não pode ser pensada sem algumas restrições. Harsanyi, por exemplo, coloca os indivíduos numa stuação em que não sabem a sua posição na sociedade e que têm igual probabilidade para ter qualquer as posições. Neste cenário, os indivíduos agem racionalmente e fazem determinadas escolhas (no caso de Harsanyi, Utilitarianismo). Deste modo, aquilo que deve ser discutido não é se a racionalidade é ética ou não, mas as condições (constraints) em que os indivíduos são colocados para decidir os princípios éticos.

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“Clint Eastwood, em entrevista ao «Meia-Hora»:

O sistema político actual é ou não um bocado estranho?

– Acho que temos de voltar a …. Sei bem que mudei. Quem me dera que houvesse um partido mais libertário que impedisse que o governo se intrometesse tanto na vida das pessoas. Basta de impor regras às pessoas. Deixem as pessoas em paz. E as pessoas deviam voltar a viver de acordo com os seus meios. Ter a economia a reagir desta maneira é um bocado estúpido. Há já muito tempo que devíamos andar a ensinar a ideia da responsabilidade fiscal, mas como é que isso vai ser possível quando estamos a ser, diariamente, bombardeados por anúncios que nos dizem que é possível comprar tudo apesar de não termos os meios necessários? Sei bem que os programas de apoio social têm benefícios, mas, a meu ver, o problema começou com a ideia do Estado como suporte. Foi aí que as pessoas meteram na cabeça que podiam ter algo mesmo sem trabalhar. Depois disso vieram as promessas. O povo começou a votar de acordo com as promessas dos políticos, que prometem tudo porque não estão a gastar o dinheiro deles. Era tão bom que metêssemos todos na cabeça que não vamos receber caridade de ninguém e que, mesmo assim, poderemos viver as nossas vidas como nos apetece. Garanto que ficava tudo melhor. Com as gerações mais novas ainda é pior. Vão a uma festa e, depois, à saída, ainda recebem um saco com prendinhas várias. É a geração gift bag.”

Via Blasfemias .

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Se existe coisa de mais comum numa discussão são conceitos mal definidos ou ambíguos, um destes conceitos é o da inteligência. De acordo com o teste QI europeu, o conceito de inteligência parece estar relacionado com a quantidade de conhecimentos e com a rapidez de raciocínios e não com a capacidade para se fazerem bons raciocínios. Este teste tal como grande parte dos testes de inteligência incorrem sempre (ou quase sempre) na mesma definição.

Será que não ocorre a alguém pensar que uma pessoa pode ser ignorante por não estar a par dos temas e ao mesmo tempo ter capacidade para fazer bons raciocínios? Ora, tal seria possível se a pessoa X que é ignorante no assunto W passase a estudar este mesmo assunto e demonstrasse que afinal com a aquisição de conhecimentos do assunto W a pessoa X seria bem mais inteligente do que alguém que tivesse a pontuação máxima no teste de QI europeu.

E como é que se pode descobrir que alguém é inteligente? Qual será a correcta definição? A resposta parece-me simples. Alguém é considerado inteligente quando faz bons raciocínios, ou seja, raciocínios coerentes, lógicos. O facto de alguém ter muitos conhecimentos não significa que faça bons raciocínios, apenas mostra que tal pessoa lê muito e que tem boa memória, não garante que tenha espírito crítico e raciocínio lógico.

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