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Archive for Janeiro, 2009

 “A continuação pelos democratas das políticas de Bush corresponderá à aceitação relutante, senão silenciosa, de que ele tinha razão” – Charles Krauthammer, Washington Post.

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Critérios racionais

O que é um critério racional?

1. Um critério racional não pode ser um critério que tende para um lado do debate ou para o outro consoante onde estiver a maioria, excepto se os argumentos forem imparciais.

2. Um critério racional tem de ser um critério imparcial independente da força da maioria ou da minoria.

3. Um critério racional tem como árbitro o raciocínio abstracto/filosófico e não tem inclinações empíricas ( = empirismo ingénuo).

4. Um critério racional não pode ser de ordem emocional pois as emoções variam consoante os momentos psicológicos (ou estados de espírito) dos intervenientes no debate e não dizem nada acerca do mesmo (ou seja, apenas dizem o que uma pessoa sente interiormente acerca de um dado assunto).

5. Um critério racional desmonta os critérios parciais demonstrando a sua falácia que reside no relativismo e na ambiguidade dos conceitos.

6. Um critério racional tem a vantagem de chegar a conclusões válidas para qualquer tempo  e lugar.

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Bush, Obama e Terrorismo

A ironia que subjaz o comentário de Bush acerca do que espera da resposta da administração de Obama ao terrorismo dispensa qualquer comentário.

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Foi no século XIX que as críticas feministas às teorias políticas mainstream apareceram. Penso que a utilidade do feminismo para a teoria política é testar os limites dos princípios defendidos pelas teorias. Isto é, as teorias feministas introduzindo o género na discussão mostram até que ponto os princípios são cumpridos na teoria ou se os princípios são coerentes. Vou dar alguns exemplos que demonstram isto.

 

Mill, em The sunjection of Women, mostra como o liberalismo não pode ser fiel aos seus princípios se não incluir as mulheres na sua teoria. Os princípios fundamentais do liberalismo, a saber, individualismo, universalismo e egualitarianismo, não farão sentido se não forem aplicado a todos os indivíduos, indepentemente do género.

Okin em Justice, Gender and the Family analisa as teorias políticas contemporâneas levando-as ao limite. Focando-me no capítulo sobre Nozick, Okin mostra como a ideia de que temos sempre direito ao fruto do nosso trabalho e não há nenhuma justificação possível para retirar os nossos bens, acaba por ser uma contradição. Em suma, o argumento é o seguinte: se considerarmos que ter um filho é fruto da capacidade de produção de uma mulher (do seu trabalho), então ela tem sempre direito ao filho como propriedade dela, logo ele nunca poderá ter direito ao seu próprio trabalho no sentido a não ser que a mãe, dona dele, o liberte dessa prisão.

Gillian, emIn a Different Voice, desafia as teorias que tentam afastar da formulação dos princípios éticos os sentimentos e as disposições emocionais. Refere-se claramente à tradição kantiana que se abstrai de todas as particularidades e universaliza princípios pela razão. Um desafio importante desta obra é que levanta a questão de como é que os indivíduos aprendem a ser morais. Gillian sugere que cativar certos tipos de sentimentos nas crianças é relevante para os tornar “pessoas morais”. Esta posição desafia a abstracção radical que o filósofos fazem pra construir princípios.  Outro desafio que é levantado nesta obra é o facto de as teorias racionalistas, como o liberalismo, serem sexistas devido ao facto de não incluirem o modo feminino de pensar a justiça. Segundo Gilliam, as mulheres têm tendência para não universalizar os princípios morais, mas sim para contextualizar e aplicar regras particulares a cada caso. Na medida em que as teorias racionalistas excluem este ponto de vista acerca dos procedimentos éticos, Gilliam conclui que o racionalismo é sexismo. Assim, os liberais analisam se há lugar para os sentimentos nas suas teorias.

Benhabib,em The generalized and concrete other e Young em Justice and the Politics of difference questionam a ideia de imparcialidade que os liberais propõem. Estas filósofas argumentam que é impossível ser completamnte imparcial e que a falsa imparcialidade leva à exclusão de grupos que já estão eoconomica and socialmente em desvantagem. Esta posição obriga os liberais a reformular a maneira como os seus princípios são aplicáveis à sociedade.

Em conclusão, o feminismo nao é, em geral, uma teoria política, é uma posição crítica, uma reavalição dos princípios morais que são expostos pelas teorias políticas mainstream.

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