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Archive for Julho, 2008

A ler

rave por Joaquim.

um problema de liberdade por Rui Albuquerque.

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“De acordo com o liberalismo clássico, o indivíduo é o detentor da soberania política e a fonte de toda a legitimidade. Por razões de simetria e de igualdade entre todos os seres humanos, todos os indivíduos têm igual legitimidade. Cada indivíduo tem soberania sobre si próprio e sobre o produto do seu trabalho. Os indivíduos possuem uma esfera de liberdade que corresponde às chamadas liberdades negativas. Estas são as liberdades que podem ser garantidas sem que as liberdades negativas dos restantes indivíduos precisem de ser violadas. Cada indivíduo tem portanto a sua própria esfera de liberdade que é inviolável, o que implica que a interacção entre dois indivíduos só é legítima se ambos estiverem de acordo com essa interacção.

Se toda a soberania reside em cada um dos indivíduos, então nenhum Estado pode ter soberania sobre um indivíduo. Os Estados estão ao serviço dos indivíduos que lhes delegam temporariamente poderes. Para servir os indivíduos, o Estado precisa de recursos. Como o Estado não é o soberano, mas um mero instrumento da soberania individual, não tem legitimidade para obter recursos de forma coerciva. Os serviços prestados pelo Estado só podem ser financiados pelas contribuições voluntárias dos indivíduos.

A transferência de soberania dos indivíduos para o Estado requer o consentimento de todos os indivíduos e não apenas da maioria. Mesmo que uma maioria se consiga unir a favor de uma dada política, isso não significa que essa política se torna automaticamente legítima. Uma política só é legítima se os direitos negativos dos indivíduos não forem violados. Uma maioria não tem o direito de exercer soberania sobre a esfera de liberdade de cada um dos membros da minoria.

O facto de a soberania residir em cada indivíduo cria limitações ao tipo de Estados que são legítimos. Um Estado não pode desempenhar demasiadas funções. Quanto mais funções desempenhar, maior é a probabilidade de não conseguir o consentimento de pelo menos um dos respectivos cidadãos. Um Estado não pode centralizar todas as decisões num único centro de poder. Quanto maior for a dimensão geográfica sobre a qual um governo tem de prestar serviços, maior será a heterogeneidade cultural das populações e maior a probabilidade de não existirem serviços consensuais entre os cidadãos. Um Estado não pode prestar serviços demasiado específicos. Se os prestar, corre o risco de defender os interesses de determinados indivíduos contra os de outros. Um Estado, para ser legítimo, tem de se limitar a zelar por problemas gerais que são consensuais entre todos os indivíduos, como a segurança, a justiça e a defesa contra ameaças externas.”

fonte: http://dn.sapo.pt/2007/12/08/opiniao/liberalismo.html

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“Uma distinção aparentemente clara, mas na verdade difícil de entender, é a que se costuma estabelecer entre factos e valores. Podemos captar esta distinção dizendo que há dois tipos de juízos: os juízos de facto e os juízos de valor.

Imagina que dizes «O João tem um metro e noventa» ou «A pena de morte existe nos Estados Unidos». Estes juízos limitam-se a descrever certos aspectos da realidade. Mas podes também dizer «O João é honesto» ou «A pena de morte é injusta». Nestes casos estás também a fazer juízos acerca do João e da pena de morte, mas estes parecem ter uma natureza diferente.

Os primeiros dois juízos são meramente descritivos. Têm valor de verdade e o seu valor de verdade não depende em nada daquilo que pensa a pessoa que os formula. Se descrevem correctamente a realidade, se correspondem aos factos, são verdadeiros. Caso contrário, são falsos. E a sua verdade ou falsidade é objectiva, ou seja, completamente independente das diversas perspectivas das pessoas. São por isso juízos de facto. A função básica destes juízos é fornecer informação acerca do mundo.

E juízos como «O João é honesto» ou «A pena de morte é injusta»? Estes são típicos juízos de valor. Serão também eles verdadeiros ou falsos independentemente do que as pessoas pensam? Não é fácil responder a esta pergunta. Os juízos de valor não se limitam a fornecer informação sobre as coisas. Não são meramente descritivos, pois expressam uma avaliação de certos aspectos da realidade. Muitas vezes a sua função é influenciar o comportamento dos outros e mostrar-lhes como devem olhar para a realidade. Por isso, pelo menos em parte são normativos. Quando alguém nos diz que o João é honesto sugere que devemos olhar para o João de uma determinada maneira, que devemos confiar nele. E quando alguém nos diz que a pena de morte é injusta está a avaliar negativamente essa prática, sugerindo que devemos reprová-la.”

fonte: http://www.didacticaeditora.pt/arte_de_pensar/cap5.html

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José Sócrates enaltece “visão progressista e não conservadora” do Governo

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ASSISTENCIALISMO

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Socialismo africano

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Suécia ameaça cancelar ajuda financeira a Moçambique 

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O liberalismo radical e o pós-modernismo são duas tendências políticas que, ainda que possam ser bem-intencionadas, têm consequências danosas para a sociedade.

O liberalismo radical considera que cada indivíduo é absolutamente livre, responsável por tudo aquilo que é. Não há nenhuma influência social ou exterior que torna o indivíduo naquilo que é, cada um é uma auto-construção. Sendo esta a diferença específica e característica essencial do Homem, a liberdade é um bem intrínseco e, por isso, ninguém deve ter a vida comandada por ninguém; toda a intervenção na vida privada é errada, o homem, sendo naturalmente livre, assim deve permanecer, fazendo o que desejar sem haver regras. Um olhar mais desatento diria que tudo isto é inocente, mas a verdade é que esta perspectiva tem consequências, como veremos à frente.

O pós-modernismo é uma tendência filosófica que considera que os valores e a linguagem são meras convenções sociais, por esse motivo todas as perspectivas são igualmente válidas. A título de exemplo, a concepção de bem de um terrorista ou de um cristão são igualmente válidas, porque são concepções formadas socialmente.

Estas duas perspectivas aparentemente opostas tocam-se num ponto: ambas são contra regras, ambas rejeitam a objectividade moral.

 No seio de uma sociedade liberal radical, todos os estilos de vida são aceites, na medida em que a liberdade é o valor mais importante de todos, sobrepondo-se a qualquer coisa. Assim, um casal tem o direito de educar os filhos para ser terroristas. A liberdade é mais importante do que a segurança das outras pessoas. O problema do liberalismo é que procura de tal modo valorizar a liberdade que permite que surjam valores absolutamente imorais. A pedofilia seria permitida numa sociedade deste género, por duas ordens de razões: a) as crianças seriam, deste ponto de vista, capazes de decidir por si, e b) caso não fossem, os pais têm a liberdade de achar que isso é o melhor para os filhos.

Os pós-modernos, que são normalmente os mais moralistas, consideram que não podemos criticar, rejeitar, etc. estilos de vida diferentes, todos são válidos. Desta maneira, um terrorista, um fascista, um marxista, um nazi, todos têm legitimidade para ter as ideias que têm porque a sua validade é meramente social e não há outro tipo de validação.

Assim, ambas as tendências acabam por cair num relativismo extremo e numa ausência de valores, acabando ambos os sistemas por criar dentro de si maneiras de viver que não são aceitáveis.

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Medidinhas

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A ler

http://tonibler.blogspot.com/2008/07/bispas.html#links

http://tonibler.blogspot.com/2008/07/bispas-2.html#links

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Legalização de porte de arma ,Capitalismo selvagem segundo Vital Moreira , A indignação é um pobre substituto da razão II , A indignação é um pobre substituto da razão III , O futuro do Bem no Mundo , Suicídio assistido , Eterno Retorno , O Lucro dos Vendedores e o Status Quo , Argumentos de saúde pública , Ideais Humanistas , A caminho das nacionalizações , Uma questão de fé , Algumas medidas para combater o desemprego , As propriedades mágicas do Estado , Bush é racista , Igualdade de oportunidades II , Igualdade de oportunidades III , Igualdades, liberdades e indignações , Handicap social (na íntegra) , O Século do progressismo , Crise de natalidade, familia e poder , Crise de natalidade, familia e poder II .

 

 

 

 

 

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Eterno Retorno

Em geral quando os críticos da Eutanásia ficam indignados com a possibilidade de alguém fazer do suicído um negócio demonstram uma total ignorância e falta de oportunidade de ajudar os outros e beneficiar de um mercado livre.

1. Quando alguém quer morrer e recorre a alguém que preste esse serviço fá-lo de livre vontade.

2. Se alguém de livre vontade quiser morrer tal não é impeditivo de diálogo e de persuassão de modo a evitar o suicídio.

3. Se alguém se quiser suicidar fá-lo-à de qualquer maneira mas se essa pessoa poder optar por uma morte mais rápida e menos dolorosa porque é que irá arriscar-se a uma tentativa de suicídio que se pode tornar dolorosa?

4. Se alguém não tiver coragem de se suicidar e quiser morrer pode sempre pagar a uma agência que lhe proporcione o serviço de forma mais rápida e indolor possível pois menos uns trocos na carteira não lhe farão mal tendo em conta o fim a atingir.

5. Não há motivo para se ficar indignado com argumentos do género “não é digno da pessoa humana alguém lucrar com a morte de outra pessoa” pois se alguém quiser morrer fá-lo-à de qualquer maneira com maior risco de uma tentativa de suicídio que pode correr mal. Deste modo, a pessoa que se quer suicidar sempre ajuda outra pessoa que quer viver pois ao retribuir-lhe financeiramente contribui para que os que fiquem continuem a lutar por melhores condições de vida.

6. Acaba-se uma vida inútil e depressiva e fomenta-se uma vida produtiva e mais feliz. A vida perpetua-se, uns vão e outros virão. A morte de uns ajudará outros. É o eterno retorno. 

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