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Archive for 23 de Maio, 2008

EcoTretas

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Ambientalistas

“For many environmentalists, the world seems to be getting worse (…)

But a quick look at the facts shows a different picture. First, energy and other natural resources have become more abundant, not less so, since the book The limits of growth was published in 1972 by a group of scientists. Second, more food is now produced per head of the world’s population than at any time in history. Fewer people are starving. Third, although species are indeed become extinct, only about 0.7% of them are expected to disappear in the next 50 years, not 25-50% as has so often been predicted

(…)

Yet opinion polls suggest that many people nurture the belief that environmental standards are declining and four factors seem to cause this disjuncton between perception and reality.

(…)

Secondly, environmental groups need to be noticed by the mass media. They also need to keep the money rolling in. Understandably, perhaps, they sometimes overstate their arguments. In 1997, for example, the World Wide Fund for Nature issued a press release entitled “Two thirds of the world’s forests lost forever. The truth turns out to be nearer 20%.

Though these groups are run overwhelmingly by selfness folk, they neverheless share many of the characteristics of other lobby groups. That would matter less if people applied the same degree of scepticism to environmental lobbying as they do to lobby groups in other fields. A trade organisation arguing for, say, weaker pollution controls is instantly seen as self-interested. Yet a green organisation opposing such a weakening is seen as altruistic, even if an impartial view of the controls in question might suggest they are doing more harm than good.

(…)

The fourth factor is poor individual perception. People worry that the endless rise in the amount of stuff everyone throws away will cause the world to run out of places to dispose of waste. Yet, even if Amrica’s trash ouput continues to rise as it has done in the past, and even of the American population doubles by 2100, all the rubbish America produces through the entire 21st century will still take up only one-12,000th of the area of the entire United States.

So what of global warming?

(…)

it will be far more expensive to cut carbondioxide emissions radically than to pay the costs of adaptation to the increased temperatures. A model (…)shows that how an expected temperature increase of 2.1 degrees in 2100 would only be diminished to an increase of 1.9 (…)”, Bjorn Lomborg, The Economist, Agosto de 2001

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A ler

Bolos e robots , Congelar o preço da gasolina , Politização do preço da gasolina? , Baixar o ISP? e Indícios de que não existe cartel nenhum por João Miranda no Blasfémias.

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“A filosofia é sobretudo uma actividade crítica e não um corpo de conhecimentos. É a procura de justificações plausíveis e publicamente defensáveis das nossas crenças e convicções. Neste sentido, a filosofia é subversiva por natureza. Será que o deus cristão existe? Qual é o mal da escravatura? Teremos realmente livre arbítrio, ou isso não passa de uma ilusão? Estas perguntas são irritantes. Ou porque põem em causa as nossas crenças mais queridas ou porque parecem irrelevantes para a vida quotidiana. Mas queiramos ou não tentar responder a estes e outros problemas, eles existem.
Confunde-se muitas vezes a filosofia com discursos pretensamente inspiradores. Transfigura-se a filosofia e não se trata já de discutir ideias livre e cuidadosamente, mas antes de usar a autoridade ilusória dos filósofos mortos para alimentar as aspirações mais palermas. Descobriu-se que não estamos no centro do universo e que o Deus bíblico não fez o mundo em sete dias? Ah, mas a marca de Deus está nas nossas aspirações humanas indeléveis, de suprema importância cósmica. Aceitamos que Deus morreu? Ah, mas substitui-se isso pelo Ser e desatamos a perorar contra a lógica e a racionalidade, as culpadas de todos os males da humanidade.
O obscurantismo nunca se deu bem com a exigência de clareza do pensamento crítico da filosofia. As duas perguntas filosóficas típicas são suficientes para deitar por terra muitos parágrafos lamacentos que nada dizem realmente de interessante: “Que quer isso realmente dizer?” “Será isso verdade?”
Mas não será uma ingenuidade procurar a verdade? Afinal, o que é a verdade? Estas perguntas são pontos de partida para sofismas inacabáveis. É muito difícil ter uma boa teoria filosófica sobre a verdade, mas não precisamos de tal coisa para fazer o nosso trabalho crítico normal. Não precisamos disso para nos perguntarmos se hoje é terça-feira. O sofisma consiste em insistir que precisamos disso para podermos discutir livremente afirmações tonitruantes que não querem ser discutidas – não querem ser discutidas porque mal o fazemos a aura que as torna atraentes cai por terra.
Um teste simples contra a tolice linguística que tem o poder hipnotizador de inspirar quem aspira a ser inspirado dessa maneira é este: pegue-se numa dessas afirmações e neguemo-la. Se verificarmos que o seu poder inspirador é igual, é porque é isso que nos atrai e não a sua verdade – o que significa que é uma intrujice. Vejamos um exemplo: “O Homem é o ser para a morte.” O que quer isto dizer? Parece profundo, mas é igualmente profundo, e igualmente machista, dizer que o Homem não é um ser para a morte. Por outro lado, se retirarmos o lodo gramatical da primeira afirmação obtemos uma verdade simples: os seres humanos morrem. Agora, a sua negação já é obviamente tola: os seres humanos não morrem.
É este o poder do pensamento crítico: escangalha aspiradores e restitui-nos o filosofar genuíno, genuinamente subversivo.”

20.05.2008, Desidério Murcho, filósofo.

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