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Archive for 2 de Maio, 2008

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25 de Abril e o culto da carga e 25 de Abril e o culto da carga II e, ainda, Liberdade de Expressão que Abril nos deu por João Miranda.

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“(…) Que o único objectivo estratégico – a descolonização – pertencia ao Partido Comunista teleguiado por Moscovo e foi também o único alcançado e tornado irreversível. A unicidade sindical, a reforma agrária, a economia estatizada, a sociedade sem classes, tudo isso foi passageiro, como um acne juvenil.

Percebe-se que tenha sido assim porque, como se viu, a História não deu razão a quase ninguém. Quinze anos depois a União Soviética e todas as teorias “científicas” em que se tinha baseado cairam literalmente com o muro de Berlim. Os países que emergiram da descolonização têm, ao longo destes anos, enfrentado guerras fraticidas e acumulado atrasos com enorme prejuízo para as suas populações. Portugal perdeu território, massa crítica, população, mercado, importância geoestratégica, desígnio e destino. Até agora parece não ter encontrado o seu futuro enquanto desperdiça, metodicamente, o seu presente. Por outro lado, é certo que os ventos da História iriam obrigar a algum desfecho da guerra do Ultramar e Portugal post-Salazar iria, inevitavelmente, caminhar para um regime democrático. Uma questão de tempo, possivelmente o tempo obrigatório de todas as transições de regime.

Se a descolonização em si não é uma mancha, a forma como foi feita constituiu um vergonhoso acto de irresponsabilidade, consentido pela generalidade das Forças Armadas. Os ganhos da democracia, que são reais, são descuidados quer pelos eleitores quer pelos eleitos. A liberdade, cuja ausência justificou para tantos o nosso atraso, não nos devolveu engenho e arte que se veja.

E as coisas boas que aconteceram? Provavelmente não são, sequer, valorizadas pela nova geração que, a braços com outros problemas, já nem nos concede o benefício da dúvida. É a consequência de se omitir a História.” (Maria José Nogueira Pinto, http://www.dn.sapo.pt/2008/05/01/opiniao/e_afinal_o_de_abril.html).

 

 

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“O Estado gastou milhões de euros nos últimos anos da década passada em apoios aos desempregados com efeitos quase nulos, conclui um estudo realizado pelo Banco de Portugal e divulgado na edição de hoje do “Jornal de Negócios”” (http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?showComment=1&id=1327491&idCanal=57#Comentarios).

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