Desde Platão, a pergunta “como havemos de viver?” tem sido central na disciplina de Ética. Os desenvolvimentos de teoria dos jogos no século XX parecem dar uma resposta a esta pergunta. A teoria dos jogos é um ramo da matemática que sugere as melhores estratégias de comportameto. Por exemplo, o “equilíbrio de Nash” diz o seguinte: tendo dois invidívuos, A e B, eles estão em equilíbrio se a decisão de A é a melhor escolha tendo em consideração a decisão de B e se a decisão de B é a melhor escolha tendo em consideração a decisão de B. Está implícito nesta teoria que agir moralmente é agir racionalmente. De facto, é difícil refutar esta tese:
1) se agir racionalmente é correcto
2)se agir eticamente é o que está correcto
3)Logo agir racionalmente é ético.
Pra refutar esta teoria, duas posições podem ser tomadas. Primeiro, agir eticamente não é agir racionalmente. Segundo, não se consegue definir racionalidade.
A primeira hipótese é inconcebível. Nenhuma teoria que mereça a nossa atenção pode dizer que quem é ético é aquele que age irracionalmente. A segunda hipótese tem alguma viabilidade, mas a pergunta sobre o argumento que subjaz essa posição fica por clarificar. Existe de facto alguma discussão em Economia sobre aquilo que é agir racionalmente (Harsanyi, Rawls e Sen, por exemplo), mas os teoremas fundamentais são os mesmos.
Tendo isto em consideração, pode dizer-se que a teoria dos jogos é uma boa base para agir racionalmente. Mas, obviamente que esta racionalidade não pode ser pensada sem algumas restrições. Harsanyi, por exemplo, coloca os indivíduos numa stuação em que não sabem a sua posição na sociedade e que têm igual probabilidade para ter qualquer as posições. Neste cenário, os indivíduos agem racionalmente e fazem determinadas escolhas (no caso de Harsanyi, Utilitarianismo). Deste modo, aquilo que deve ser discutido não é se a racionalidade é ética ou não, mas as condições (constraints) em que os indivíduos são colocados para decidir os princípios éticos.
bom goste pk foi de acordo com que eu procurava